Exibição, Parada e Performance 2009

Próxima Aula, dia 16.1.2009

Na próxima aula de EPP tentaremos fazer um balanço das sessões anteriores.
Gostaria que cada um, simplesmente, preparasse uma intervenção de 5 minutos sobre uma das
sessões ou um dos textos que leu e que achou mais pertinente ou empolgante.

O texto base de DICKS, Bella, 2003 Culture on Display. The Production of Contemporary Visibility. London: Open University Press

pode ser útil para uma perspectiva panorâmica e para a escolha.

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Próxima Aula, dia 9.1.2009

Convidada: Mª José Fazenda

Performance: Temas e Conceitos

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BOM TRABALHO…MAS, SOBRETUDO, MUITO BOM ANO!!!!!

SUGESTÕES PARA AVALIAÇÂO

Como conversado nas últimas sessões,  a disciplina de Exibição, Parada e
Performance foi pensada por forma a abrir  tópicos de reflexão e pesquisa de
forma sustentada, no âmbito das temáticas enunciadas no título da
disciplina, que permitissem a cada um prosseguir de forma mais aprofundada
aqueles que fossem mais directamente ao encontro dos seus interesses
particulares. Para isso foram convidados vários especialistas e sugeridas
leituras dirigidas.

O objectivo último, e necessário, da avaliação é, como o nome indica,
1) o de medir o domínio e a capacidade de articulação consistente dos materiais
assim fornecidos mas também, e por ventura mais importante do que isso,
2) o de estimular a leitura e selecção  de temas, casos e conceitos (e para
seleccionar é preciso conhecer mais do que se elege, e justificá-lo) com
vista à escolha e criação de um campo consistente de reflexão em áreas de
particular interesse para cada um dos estudantes.Isso pode ser feito de várias maneiras e, a pedido, aqui sugiro algumas,
deixando sempre a possibilidade de se optar por outras, desde que,
justamente, se vejam cumpridos os objectivos enunciados da avaliação.

1)      Responder a questões de fundo colocadas no âmbito da disciplina. Por
exemplo
É a ideia de Património compatível com a idéia de cultura/arte pública
contemporânea? (sessões de Paulo Costa, António Pinto Ribeiro e Mª José
Fazenda e materiais respectivos)
ou
2)      Articular entre si diferentes sessões (com convidados ou não),
estabelendo e justificando conexões, recorrendo aos argumentos apresentados
e ao material bibliográfico. Por exemplo
Poder e Espaço Público ( Roteiros de Lisboa, Medinas de Norte de África e
Planeamento urbano fascista)
ou
3)      Simplesmente eleger um leque de textos dos categorizados no programa
como dialogantes entre si e testemunhar esse diálogo

Em todos os casos deverão ser utilizadas pelo menos três das referências
bibliográficas referidas em aula ou no programa

Para aqueles menos participativos em tempo de aula sugere-se um maior
investimento na exposição escrita.

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Próxima aula, Dia 19.12.2008

Ainda a Medina. Visita guiada

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Textos de Apoio (fotocópia)

  • BENNETT, Tony «The Exhibitionary Complex» in 1999. Representing the Nation. A Reader. Histories, Heritage and Museums. Lond., N.Iorque:Routledge.
  • CARDEIRA DA SILVA, Maria 1993 “Marrocos, Turistas. Indígenas e Antropólogos” Antropologia Portuguesa, Vol I.
  • DICKS, Bella, 2003 Culture on Display. The Production of Contemporary Visibility. London: Open University Press
  • MITCHELL, T. 1988. Colonizing Egypt. Univ. Califórnia Press  (Cap. Selecc)

Próxima aula, Dia 5.12.2008

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Vídeo Camara Clara RTP

Textos de Apoio sugeridos pela convidada

  • Fazenda, Maria José, 2007, Dança Teatral: Ideias, Experiências, Acções. Lisboa: Celta.

  • Geertz, Clifford, 1973b, “Thick Description: Toward an Interpretive Theory of Culture”, in Clifford Geertz, The Interpretation of Cultures: Selected Essays. Nova Iorque: Basic Books, pp. 3-30.

  • 1983 [1976], “Art as a Cultural System”, in Clifford Geertz, Local Knowledge: Further Essays in Interpretive Anthropology. Nova Iorque: Basic Books, pp. 94-120.

  • Kaeppler, Adrienne L., 1995, “Visible and Invisible in Hawaiian Dance”, in Brenda Farnell, org., Human Action Signs in Cultural Context: The Visible and the Invisible in Movement and Dance. Metuchen: Scarecrow Press, pp. 31-43.

Próxima aula, Dia 26.11.2008

Aula Aberta. Com Romeo Carabelli. Ver Cartaz

Desenvolvimento e variantes das arquitecturas de fundação fascista

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Textos de Apoio

The Renaissance Perfected. Architecture, Spetacle and Tourism in Fascist italy

Lasansky, D. Medina Pennsylania University Press

Fotocópias, Cap. seleccionados

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Lamento, mas motivos imprevistos impedem-me de dar a aula de EPP de hoje – Dia 21.11.2008. Tentei avisá-los telefonicamente, mas não tenho o contacto de todos…Por favor aproveitem para actualizar as vossas leituras.

Na próxima semana a aula será na 4ª Feira, dia 26, com Romeo Carabelli, ocupando o tempo da aula de João Leal.
Até breve.

Próxima aula, Dia 21.11.2008

Ainda o Património

Textos de Apoio

  • RIBEIRO, António Pinto, 2004, Abrigos Lisboa: Cotovia
  • ERIKSEN, T. H., 2001. “Between Universalism and Relativism: a critique of the UNESCO concept of culture”, in Culture and Rights. Anthropological Perspectives. COWAN, J. K., DEMBOUR, M-B. e WILSON, R. A. pps 127-149
  • SILVA, Maria Cardeira da 2008. MÓDULO PATRIMÓNIO
  • DICKS, Bella, 2003 Culture on Display. The Production of Contemporary Visibility. London: Open University Press. Fotocópias

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    unescobig

    17 de Novembro das 9H30 às 18H00, no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República

    Colóquio PATRIMÓNIO MUNDIAL: Significado, Procedimentos, Realidades

    Programa_________________________________________________________________________________

    Próxima aula, Dia 14.11.2008

    O Arquitecto e a Cidade Velha
    Catarina Alves Costa | 2003
    Comentado pela realizadora

    Sem textos em discussão. Sugiro actualização de leituras dos textos já referenciados:

    • APPADURAI , Arjun. 1988 Putting Hierarchy in Its Place Cultural Anthropology, Vol. 3, No. 1, Place and Voice in Anthropological Theory (Feb., 1988), pp. 36-49
    • COSTA, Paulo, 2008. “Discretos Tesouros: Limites à Protecção e outros Contextos para o Inventário do Património Imaterial”. Museologia.pt. nº2, Lisboa, IMC
    • RIBEIRO, António Pinto, 2004, Abrigos Lisboa: Cotovia
    • ERIKSEN, T. H., 2001. “Between Universalism and Relativism: a critique of the UNESCO concept of culture”, in Culture and Rights. Anthropological Perspectives. COWAN, J. K., DEMBOUR, M-B. e WILSON, R. A. pps 127-149
    • SILVA, Maria Cardeira da 2008. MÓDULO PATRIMÓNIO

    Bem como a leitura progressiva de

    • DICKS, Bella, 2003 Culture on Display. The Production of Contemporary Visibility. London: Open University Press. Fotocópias

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    PRÓXIMA AULA, Dia 7.11.2008

    Veja o vídeo completo em http://camaraclara.rtp.pt/ – vídeo CC90 – e prepare as suas intervenções na conversa

    Aqui está uma boa recensão crítica para quem não teve tempo de ler Abrigos de António Pinto Ribeiro

    Cultura Fora

    CRIA – Centro em rede de Investigação em Antropologia

    Conversa sobre Culturas e Cidades

    com António Pinto Ribeiro

    Programador Cultural

    FCSH-UNL, Auditório 1, 1º Piso, Torre B- 1º andar

    António Pinto Ribeiro nasceu em Lisboa. Viveu em vários países africanos e europeus. Tem repartido a sua actividade profissional entre a investigação académica em áreas como as Teorias das Culturas e a Estética e a Programação Cultural e Artística. É professor conferencista de várias universidades internacionais. É autor de obras de história de arte, de ensaio e de um romance. Na Cotovia publicou Por exemplo a cadeira, Ser feliz é imoral? e Abrigos.

    PRÓXIMA AULA, Dia 31.10.2008

    Em discussão

    PATRIMÓNIO/ CULTURA/ UNESCO

    • ERIKSEN, T. H., 2001. “Between Universalism and Relativism: a critique of the UNESCO concept of culture”, in Culture and Rights. Anthropological Perspectives. COWAN, J. K., DEMBOUR, M-B. e WILSON, R. A. pps 127-149

    E……Conferência de Arjun Appadurai + Curtas Metragens Gulbenkian

    • APPADURAI , Arjun. 1988 Putting Hierarchy in Its Place Cultural Anthropology, Vol. 3, No. 1, Place and Voice in Anthropological Theory (Feb., 1988), pp. 36-49

    abertas inscrições para moderação aqui, ou por mail:

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    PRÓXIMA AULA, DIA 24.10.2008

    Convidado PAULO COSTA

    Textos de Apoio

    • COSTA, Paulo, 2008. “Discretos Tesouros: Limites à Protecção e outros Contextos para o Inventário do Património Imaterial”. Museologia.pt. nº2, Lisboa, IMC
    • ERIKSEN, T. H., 2001. “Between Universalism and Relativism: a critique of the UNESCO concept of culture”, in Culture and Rights. Anthropological Perspectives. COWAN, J. K., DEMBOUR, M-B. e WILSON, R. A. pps 127-149
    • SILVA, Maria Cardeira da 2008. MÓDULO PATRIMÓNIO

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    3 Respostas to “Exibição, Parada e Performance 2009”

    1. Aula de Paulo Costa
      Achei a aula de ontem bastante interesante, sobretudo porque me fez pensar em questões relacionadas com o património sobre as quais nunca tinha pensado…achei a questão da recriação e os seus limites (?) particularmente interessante…entretanto passei no site da Unesco: http://portal.unesco.org/culture/en/ev.php-URL_ID=34325&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

      Escreveu a MJ Nunes

    2. Exibição, Parada e Performance

      Património/UNESCO (Cultura)/Appadurai

      A Convenção da UNESCO sobre a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural data de 1972 e reporta-se a todos os bens considerados relevantes para a permanência e a identidade da Cultura de um povo.
      Mais recentemente (2003), na Convenção sobre o Património Cultural Imaterial ou Intangível, alargou-se a noção de património, pressupondo-se a abordagem integrada aos domínios do material e do imaterial.
      Segundo Costa, a noção de Património Imaterial remete para a identidade de uma sociedade, como colectivo orientado para o futuro pela partilha de um mesmo quadro de valores, numa perspectiva de um singular visão do mundo.
      Ainda segundo o mesmo autor, as práticas, expressões e representações manifestam-se em tradições e expressões orais, expressões artísticas e manifestações de carácter performativo, práticas sociais, rituais e eventos festivos, concepções, conhecimentos e práticas relacionadas com a natureza e o universo, competências o âmbito de processos e técnicas tradicionais.
      A propósito das profundas alterações sociais sofridas pela sociedade portuguesa, questiona-se se as “tradições” não serão mais do que representações de tradicionalismo que a comunidade valoriza como forma de afirmar a sua longevidade, identidade e especificidade e que servem para esta de cantar e representar a si própria em vez de traduzirem o que ela é.
      Valoriza o inventário do Imaterial que concebe como devendo ser efectuado segundo uma aproximação integrada e holística do Património Cultural.
      Fará então sentido a critica da concepção da Cultura da UNESCO, sublinhando Erikson
      o Relatório “A Nossa Diversidade Criativa”, que se apoiou no respeito e na tolerância como valores centrais e, num mundo culturalmente diversificado, a procura de modelos políticos que a mantenham e a encorajem. Exprime este autor os problemas do uso do conceito de Cultura, visto aquele com ligado ao trabalho artístico e vista a Cultura como um modo de vida. Para além disso, o conceito de Cultura é trabalhado pela UNESCO também como produção artística.
      Constata o relativismo cultural e o funcionalismo e estruturalismo funcional, por um lado e por outro uma visão desconstrutivista, trabalho de orientação pós estruturalista.
      Assinala ainda a defesa dos direitos de grupos, embora observe a integração da visão da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Relatório, o que traduz o primado dos direitos individuais.
      Faz sentido relembrar a posição de Boaventura Sousa Santos quando nos fala de incompletude das culturas, a ocidental privilegiando o individual enquanto outras privilegiam os grupos, mostrando a necessidade de reconceptualizar os Direitos Humanos transformando-os num projecto cosmopolita.
      Num mundo de globalizações, Appadurai traz-nos a preocupação com o “outro” que pode ser visto desde inimigo até familiar recente, reflexo das migrações que fazem o nosso mundo cosmopolita.
      Até nós podemos ser o “outro”, uma vez que encerramos múltiplas identidades, pelo que hoje aquele nem sempre é, para nós, um desconhecido.
      Na mesma linha, Admiral e Lipanski pedem-nos que tomemos consciência da nossa mestiçagem cultural – na zona central de ‘Todos Diferentes, Todos Iguais’ – necessitando de deslocar o estranho do seu estatuto de objecto e de o reencontrar como sujeito, para ser nosso semelhante.
      Numa hermenêutica diatópica, também Sousa Santos nos faculta dois imperativos culturais: A maior reciprocidade e reconhecimento do outro, por um lado, e por outro o direito à igualdade quando a diferença inferioriza e o direito à diferença quando a igualdade descaracteriza.
      As consequências da globalização na Cultura são vistas por Appadurai levando à criação de mercados, de consumidores, de gestos e atitudes globais. Mas também as vê construir novas formas de consciência social e política que derivam de formas culturais despoletadas pela combinação de línguas, ideologias, estilos, que as personificam.
      Num mundo em rápida transformação como preservaremos a genuinidade, a autenticidade?
      Talvez sejam estas as razões de estarmos aqui, até por que, como afirma aquele autor, o passado é um recurso escasso…

      Mº José Peixe

    3. Para a próxima aula de Exibição há uma entrevista da Maria José Fazenda em

      http://camaraclara.rtp.pt/ no dia 29 de Abril de 2007.

      Entretanto deixo-vos o link para uma recensão de António Pinto Ribeiro ao livro da Maria José Fazenda “Dança Teatral-Ideias, Experiências e Acções” Oeiras, Celta, 2007

      http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/etn/v12n1/v12n1a15.pdf

      até sexta!

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